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29 de Setembro de 2016
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    Saiba como negociar a dívida com escolas

    A TARDE On Line
    Publicado por A TARDE On Line
    há 8 anos

    Leiatambém:

    >>Classe média é a mais afetada pelo problema

    >>Conheça algumasdicas para a hora de negociar as mensalidades atrasadas

    Você estourou o orçamento doméstico, gastou bem mais do que podia durante o São João e as férias de julho e agora está inadimplente com a faculdade ou a escola de seu filho. Não se desespere: o início do segundo semestre é um bom momento para quitar as pendências com escolas e instituições de ensino superior e assim evitar que elas se arrastem até dezembro.

    Antes de acertar as contas com o credor, no entanto, fique atento: analise a sua renda, veja qual a melhor forma de negociação e tenha bastante cuidado com os prazos de pagamento e os juros sobre as parcelas vencidas.

    Para o economista Andrew Frank Storfer, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Administração, Finanças e Contabilidade (Anefac), é fundamental que o aluno não decida nada na primeira negociação, já que é necessário ter as informações e refletir sobre a possibilidade de cumprir o compromisso até o final.

    Storfer diz que a tática de conversar com a instituição é o melhor caminho para enfrentar a inadimplência. Cada instituição tem uma política própria, mas, em geral, eles parcelam o débito sem juros, diz.

    Eleaconselha que, caso não consiga negociar com a instituição de modo favorável para as duas partes, o aluno deve buscar uma linha de crédito num banco. Conseguir um crédito consignado é uma das saídas mais baratas. As pessoas devem evitar o cheque especial e os juros do cartão de crédito, alerta.

    O empréstimo com desconto em folha tem juros mais baixos, que variam entre 2,5% ao mês e 3,5%. O consignado não precisa ser feito no banco que a pessoa recebe o salário, lembraStorfer.

    Saber reconhecer o momento em que não há como prosseguir com os estudos é um importante passo para o aluno. Stofer lembra que o estudante deve tomar bastante cuidado para que a dívida, mesmo parcelada, não vire uma grande bola de neve.

    Justiça Ao contrário do que muitos estudantes pensam, o colégio, ou a faculdade, não é obrigado a aceitar as condições do aluno para o pagamento da dívida. Augusto Cruz, advogado especialista em direito do consumidor, ressalta que alguns alunos tem a idéia errônea de que, ao entraram na Justiça, pagarão do jeito que quiserem o débito.

    Cada semestre, há um novo contrato e as instituições de ensino podem condicionar a matrícula à quitação do débito, informa o advogado. Cruz lembra que outra situação muito comum é o aluno abandonar a faculdade e depois não querer ser cobrado pelo período de aula. Ele tem que ir à instituição e cancelar a matrícula, para não passar por este problema, aconselha.

    Os alunos precisam também atentar para as práticas abusivas de algumas faculdades, como aponta Cruz. A instituição não pode prender o diploma do aluno até a quitação da dívida. E uma faculdade não pode exigir a quitação do débito da outra instituição para aceitar a transferência de um aluno, informa o advogado.

    Instituições Segundo Paulo Rocha, diretor de comunicação da Associação Baiana de Mantenedoras do Ensino Superior (Abames), a inadimplência nas faculdades particulares da Bahia está acima dos 20%. O índice preocupa os empresários do setor pela dificuldade em manter o negócio funcionando e pelo impedimento em realizar investimentos para a melhoria e expansão das unidades.

    É uma situação bastante prejudicial. Em geral, as faculdades tentam negociar a dívida com os alunos. No caso dos inadimplentes recorrentes mandamos um novo comunicado e, no último caso, colocamos o nome da pessoa no serviço de proteção ao crédito e entramos na Justiça, informa Rocha sobre os procedimentos mais comuns das faculdades privadas.

    Nelson Cerqueira, reitor da FIB, diz que a faculdade negocia em até seis meses a dívida dos alunos, desde que não ultrapasse um semestre. Normalmente, os alunos dividem em até quatro vezes, mas caso não pague a dívida não se matricula mais. O índice de inadimplência está na faixa dos 8%, diz o reitor.

    Na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), o reitor José Carlos Almeida da Silva diz que a única exigência é que as parcelas sejam de R$ 180. O débito pode ser parcelado em até seis vezes no cartão e cinco vezes no cheque. Na faculdade, o índice de inadimplência chega a 30%.

    Já a FTC possui uma rede de crédito estudantil e tem uma empresa especializada em recuperação de crédito. A UniJorge oferece juros mais baixos em caso de pagamento à vista. Outra opçãoé o parcelamento. A Unifacs foi procurada, mas não se pronunciou.

    Disponível em: http://a-tarde-on-line.jusbrasil.com.br/noticias/95799/saiba-como-negociar-a-divida-com-escolas

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